Por: Pedro Molnar – Diretor Distrital de Diversidade, Equidade e Inclusão do Distrito 4680 de Rotary International
Em 1989, quando o Conselho de Legislação aprovou o ingresso de mulheres em nossa organização, certamente houve resistência. A decisão não foi unânime – e talvez nem fosse, ainda hoje. Isso porque existem ainda clubes que não acreditam no potencial feminino em nossos quadros associativos, inclusive em nosso próprio distrito 4680
Atualmente, as mulheres representam apenas cerca de 29,4% dos associados no mundo, enquanto nossa meta é alcançar 50% até 2050. No nosso distrito, o percentual é um pouco melhor, chegando a 38%. Esse dado mostra que temos a oportunidade e a responsabilidade de fazer a nossa parte para que, em 25 anos, possamos atingir a tão necessária paridade de gênero nos cinco continentes.
Nos últimos quatro anos, o número de mulheres no nosso distrito cresceu de 404 para 516, um aumento de 27,7%. Entre os homens, no mesmo período, o crescimento não chegou a 6%. Esses números evidenciam que, quando há abertura, as mulheres ocupam espaço e contribuem significativamente para a organização.
Sempre afirmo que, se um Rotary não permite o ingresso de mulheres, ele não é verdadeiramente Rotary. Segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria das cidades que compõem nosso distrito possui população majoritariamente feminina. Então, fica a pergunta: se elas são maioria na sociedade, por que ainda não estão no Rotary? O que falta para que mais mulheres ingressem e contribuam com a nossa organização?
Precisamos falar sobre o ingresso feminino em nossa organização como um primeiro passo para, em futuras edições desta carta mensal, abordarmos também a inclusão de pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência, negros, indígenas e outros grupos minoritários que ainda enfrentam dificuldades para acessar uma instituição tão admirada e respeitada mundialmente como a nossa.
A diversidade não é apenas uma meta numérica — é a base para inovação, empatia e soluções mais justas para os desafios que enfrentamos. Quando todos têm voz e oportunidades iguais, o Rotary se torna mais forte, mais relevante e verdadeiramente preparado para servir de forma inclusiva e transformadora.
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